Para reflexão sobre a biodiversidade e seus desdobramentos, dois textos: um sobre a descoberta da penicilina, outro sobre coelhos na austrália. Acompanham duas questões cada um, para aprofundar no estudo.
Segue o link para os textos e questões.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
"The Story of Stuff"
Ou "A História das Coisas" é um vídeo de Annie Leonard, sobre como o ser humano vem utilizando os recursos disponíveis no planeta, sobre como as pessoas participam desse sistema. Apresenta alguns fatos interessantes, causas e consequências de tudo isso, e algumas propostas alternativas.
Material de primeira:
Caso o link do Youtube não funcione, pode tentar acessar o vídeo e outros materiais no próprio site da autora.
Material de primeira:
Caso o link do Youtube não funcione, pode tentar acessar o vídeo e outros materiais no próprio site da autora.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Hipótese Gaia
Um pequeno texto sobre a hipótese Gaia, proposta por James Lovelock:
Nos anos 60, ao procurar formas de detectar sinais de vida em outros planetas, o pesquisador James Lovelock acabou por se deparar com indícios de uma “forma de vida” inesperada. Na verdade, o que ele encontrou foram sinais de que a própria Terra comportava-se como um ser vivo de proporções planetárias. Lovelock percebeu isso ao comparar a composição da atmosfera da Terra com a dos outros planetas do sistema solar. Enquanto as atmosferas de corpos como Marte e Vênus se encontravam em equilíbrio químico, a da Terra estava bem distante disso, com oxigênio (um gás reativo) em grande quantidade, e uma proporção de gás carbônico bem menor quando comparada à dos seus irmãos planetários.
Ele percebeu que várias características da Terra eram resultado da intervenção biológica sobre o substrato não-vivo, de tal forma que essas características permaneciam em um equilíbrio dinâmico, tornando o planeta propício à existência dos seres vivos. Ou seja, segundo essas idéias, o ambiente da Terra só é adequado à vida por causa da influência dos seres vivos sobre o planeta.
Dessa forma, todos os processos químicos, físicos e biológicos no planeta podem ser vistos como partes do “processo metabólico” desse grande organismo, transformando materiais e energia ao longo de ciclos que formam uma rede de interações muito complexa. Também, podemos observar que a Terra se transforma, lentamente, ao longo do tempo, como resultado da interação das formas de vida com o ambiente físico, e a própria evolução do sistema solar.
Segundo as palavras do próprio Lovelock:
"O nome do planeta vivente Gaia, não é um sinônimo para a biosfera - essa parte da Terra onde se pode observar a existência de seres viventes. Também não pode ser confundida com a biota, que é simplesmente a coleção de todos os organismos viventes individuais. A biota e a biosfera tomadas juntas formam uma parte porém não completam Gaia. Assim como a carapaça é parte do caracol, assim as rochas, o ar e os oceanos são parte de Gaia. Gaia, como iremos ver, possui continuidade, com laços nas origens da vida e no futuro, entanto a vida persista. Gaia, como um ser planetário, tem propriedades que não são necessariamente discerníveis se continuamos nosso enfoque de ver apenas as partes do sistema sem pensar nas suas interconexões. Não veremos as propriedades de Gaia apenas conhecendo espécies individuais ou populações de indivíduos vivendo juntos ... Especificamente, a Hipótese Gaia diz que a temperatura, oxidação, estado, acidez, e certos aspectos das rochas e das águas são mantidas constantes, e que esta homeostase é mantida por meio de processos intensos de de retro-alimentação, operados automaticamente e inconscientemente pela biota."
Por essa semelhança com um grande organismo vivo, Lovelock propôs suas idéias sob o nome “hipótese Gaia”, nome dado à deusa que personificava a mãe terra. Aliás, não é novidade que a humanidade reconheça a Terra como um grande ser vivente, já que em várias culturas a encontramos personificada como uma divindade.
Como aplicação prática dessas idéias, temos a possibilidade de reavaliar nossa posição como parte nesse grande organismo. Afinal, esses mesmos mecanismos regulatórios que tornaram a Terra tão favorável à nossa existência podem colocar em risco a sobrevivência da espécie humana. Ao alterar padrões globais sobre os quais nosso entendimento ainda engatinha, sempre há a possibilidade de iniciarmos uma reação inesperada.
O ser humano, em sua postura de dominação sobre Gaia, muitas vezes por meios combativos, parece fechar os olhos as consequências de suas ações e a sua própria condição de dependência, tal qual um microorganismo parasita que destrói seu hospedeiro. A Terra, de qualquer forma, já passou por diversos períodos catastróficos, e a vida sempre pôde ressurgir a partir do que restou. Mas o que dizer de nós?
- Para reflexão e melhor entendimento dos conceitos principais abordados no texto, proponho algumas questões:
1) Sobre a idéia de que o planeta Terra se comporta como um grande ser vivo:
a) Quais são os argumentos que apóiam essa idéia?
b) Quais são os argumentos que contestam essa idéia?
2) Como seria, provavelmente, a atmosfera e o clima da Terra, se o planeta não fosse povoado por seres vivos? Por que?
3) Por que pode ser perigoso, para o ser humano, alterar de forma irresponsável as características do planeta em que vive?
Os links para o texto e para as questões.
Nos anos 60, ao procurar formas de detectar sinais de vida em outros planetas, o pesquisador James Lovelock acabou por se deparar com indícios de uma “forma de vida” inesperada. Na verdade, o que ele encontrou foram sinais de que a própria Terra comportava-se como um ser vivo de proporções planetárias. Lovelock percebeu isso ao comparar a composição da atmosfera da Terra com a dos outros planetas do sistema solar. Enquanto as atmosferas de corpos como Marte e Vênus se encontravam em equilíbrio químico, a da Terra estava bem distante disso, com oxigênio (um gás reativo) em grande quantidade, e uma proporção de gás carbônico bem menor quando comparada à dos seus irmãos planetários.
Ele percebeu que várias características da Terra eram resultado da intervenção biológica sobre o substrato não-vivo, de tal forma que essas características permaneciam em um equilíbrio dinâmico, tornando o planeta propício à existência dos seres vivos. Ou seja, segundo essas idéias, o ambiente da Terra só é adequado à vida por causa da influência dos seres vivos sobre o planeta.
Dessa forma, todos os processos químicos, físicos e biológicos no planeta podem ser vistos como partes do “processo metabólico” desse grande organismo, transformando materiais e energia ao longo de ciclos que formam uma rede de interações muito complexa. Também, podemos observar que a Terra se transforma, lentamente, ao longo do tempo, como resultado da interação das formas de vida com o ambiente físico, e a própria evolução do sistema solar.
Segundo as palavras do próprio Lovelock:
"O nome do planeta vivente Gaia, não é um sinônimo para a biosfera - essa parte da Terra onde se pode observar a existência de seres viventes. Também não pode ser confundida com a biota, que é simplesmente a coleção de todos os organismos viventes individuais. A biota e a biosfera tomadas juntas formam uma parte porém não completam Gaia. Assim como a carapaça é parte do caracol, assim as rochas, o ar e os oceanos são parte de Gaia. Gaia, como iremos ver, possui continuidade, com laços nas origens da vida e no futuro, entanto a vida persista. Gaia, como um ser planetário, tem propriedades que não são necessariamente discerníveis se continuamos nosso enfoque de ver apenas as partes do sistema sem pensar nas suas interconexões. Não veremos as propriedades de Gaia apenas conhecendo espécies individuais ou populações de indivíduos vivendo juntos ... Especificamente, a Hipótese Gaia diz que a temperatura, oxidação, estado, acidez, e certos aspectos das rochas e das águas são mantidas constantes, e que esta homeostase é mantida por meio de processos intensos de de retro-alimentação, operados automaticamente e inconscientemente pela biota."
Por essa semelhança com um grande organismo vivo, Lovelock propôs suas idéias sob o nome “hipótese Gaia”, nome dado à deusa que personificava a mãe terra. Aliás, não é novidade que a humanidade reconheça a Terra como um grande ser vivente, já que em várias culturas a encontramos personificada como uma divindade.
Como aplicação prática dessas idéias, temos a possibilidade de reavaliar nossa posição como parte nesse grande organismo. Afinal, esses mesmos mecanismos regulatórios que tornaram a Terra tão favorável à nossa existência podem colocar em risco a sobrevivência da espécie humana. Ao alterar padrões globais sobre os quais nosso entendimento ainda engatinha, sempre há a possibilidade de iniciarmos uma reação inesperada.
O ser humano, em sua postura de dominação sobre Gaia, muitas vezes por meios combativos, parece fechar os olhos as consequências de suas ações e a sua própria condição de dependência, tal qual um microorganismo parasita que destrói seu hospedeiro. A Terra, de qualquer forma, já passou por diversos períodos catastróficos, e a vida sempre pôde ressurgir a partir do que restou. Mas o que dizer de nós?
- Para reflexão e melhor entendimento dos conceitos principais abordados no texto, proponho algumas questões:
1) Sobre a idéia de que o planeta Terra se comporta como um grande ser vivo:
a) Quais são os argumentos que apóiam essa idéia?
b) Quais são os argumentos que contestam essa idéia?
2) Como seria, provavelmente, a atmosfera e o clima da Terra, se o planeta não fosse povoado por seres vivos? Por que?
3) Por que pode ser perigoso, para o ser humano, alterar de forma irresponsável as características do planeta em que vive?
Os links para o texto e para as questões.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Níveis Hierárquicos de Organização em Biologia
Para a prática de análise de textos tendo por base os níveis hierárquicos em biologia, um exercício e resumo sobre o tema.
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